domingo, maio 30, 2004

o meu primeiro comentário.! e pequena nota. wowowow!

Engraçado. Momento um pouco emocionante.
Acabei de receber o meu primeiro comentário, vindo de um amigo, e se poderei dizer amigo então nada mais terá significado na sua emolduração de personalidade, é um amigo. Um amigo meu de nome Nuno e com o qual eu, por mais deprimido estivesse, me ria sempre quando estava com ele, teve a enorme amabilidade (ou, por outro lado, não o fez por amabilidade, somente porque lhe apeteceu e ainda bem) de deixar aqui, neste blog visitado por até agora quase ninguém, não que me faça muita mossa também, deixar o seu primeiro comentário, e comentário primeiro deste mesmo blog, interessante, não o esperava, enquanto vejo as horas e sei que devia estar a estudar filosofia.
Tive o meu primeiro comentário. Antes de mais, devo afirmar ao Nuno e a quem tenha lido o meu comentário, que não sou kankan… bela piada. Chamavam-me, e isso sim, em tempos que até eu já quase esqueci e que pouco significado tem, canca (é uma alcunha com origem na deturpação de um nome meu…). Mas gostei.
Gostei. Pelo facto de ter sido o meu primeiro comentário, pelo facto de ter sido alguém que eu conheça a escreve-lo, e pelo tempo - que eu sei que o teve, e despendeu de sobra - a escreve-lo.
Obrigado Nuno. A vida de facto costuma ser uma merda e nem sempre corre bem, se não a ti então a mim também não lá muito, mas pelo menos estamos vivos, e sentimos, e fazemos algo da nossa vida, e se nem sempre as coisas correm bem, pelo menos fomos correctos, e no fim do dia, ou da vida como quiseres, sempre podemos olhar para trás e pensar, bem, porra, pelo menos fui correcto e fiz a coisa certa, posso ao menos partir em paz e recordar tudo com remorsos, pergunto-me se existirão muitas pessoas que possam ter pensado assim. Embora não sejamos perfeitos.
O amor e a perda que pode advir desse amor é fodida, acredita, e sei que o sabes, e se tudo o que disseste era lúcido e fazia sentido, então ao menos podes dizer que o herói, trágico ou não, nesta história toda, és tu. E será contigo e em ti para onde os louros da conclusão chegarão, bons ou maus, decerto já saberás a possível conclusão e estejas só a adiá-la ao seu fim expectante. Meu… acredito que saibas o quanto custa perder alguém… eu também já tive, já senti essa perda, total ou parcial, não importa. Perdi também o amor da minha vida, devido provavelmente, sei-o agora, de nunca termos dito um ao outro, no tempo certo, As Palavras necessárias. Obviamente que isso dói. E sabes de quem falo…
Pergunto-me. Será que podes dizer o mesmo? Ou talvez já nada faça sentido, e te estejas a agarrar a um sonho. É possível. A vida muda connosco, e nós procuramos sempre, sempre ultrapassar o seu passo firme e sempre inexorável. O truque, penso, é nunca parares para descansar.
Essa miúda….quem é ela? Poderá ela sequer saber, no meio de toda a sua comundade, que alguém, que ela nem seuqer conhece, já fala dela desta maneira, e que outro alguém perdeu uma boa meia hora só a dedicar-lhe o seu tempo secreto, infinito no momento e invisível à sua própria percepção?
A vida é fodida, mas pelo menos ainda é nossa. E, ao menos, ainda nos temos a nós e uns aos outros. Não perdes nada. Arrisca, arrisca sempre, pra nunca poderes dizer que não arriscaste, perdendo tudo ou não. É sempre assim…e talvez dessa forma, como eu tento, possas trocar as voltas ao passo da vida e perde-la de vista por uns momentos. Quem sabe com sorte mudes de vida e arranjes uma nova?
Obrigado pelo comment, pah, e pela visita. A gente vai continuar por aqui, rindo-nos de nós mesmos.

sábado, maio 29, 2004

evidence

Este mundo é um mundo e é só. Bastará, talvez, que seja um mundo, repare-se…nem sequer temos termos de comparação, isto não é triste? A raça humana, no entanto, pessimista como é, não são só os portugueses, encontraria no entanto só virtudes na mais primitiva civilização.
O que me faz pensar no seguinte (é automático…) ;- se a nossa terra é tão desprezível…ou seja, se por ela temos tanto asco, se existem pessoas que quereriam partir daqui o mais depressa possível… desde quando, desde quando é começamos a fazer isto a nós mesmos, desde quando passamos a ser os carrascos da nossa própria espécie?
A raça humana é o sadismo na sua forma mais pura.
Penso: quase nada faz sentido. E é verdade. Encontro-me aqui, rodeado de pessoas, algumas amigas, outras colegas somente, muitas delas fúteis, outras nem tanto, vejamos a vida, aqui está o meu triunfo: faremos o óbvio de todas as coisas, vamos sair muitas vezes à noite, vamos passar os melhores anos da nossa vida na universidade e casar, emprego de sucesso, quem sabe se aproveitem bem os fins de semana, com sorte ou azar um de nós vai ter um ou uma amante para se fingir que a vida tem mais pica perto dos quarenta, e depois é a decadência, são os putos que voltam a fazer o nosso percurso, de uma maneira ou de outra, morremos. E tudo o que deixamos é um número de contribuinte e um bilhete de identidade. Só passamos a ser caras nas fotos, e nada mais.
Bem vindos, meus amigos, à vida banal. Nada temos senão as emoções como o amor, o desespero, o terror, o medo, a volúpia e a luxúria para nos fazerem sentir vivos, e tudo o que poderemos desejar é nunca pararmos de sentir. Aqui estamos. Iremos todos pró caralho, obviamente. Seremos apenas o avô ou o bisavô ou o trisavô de tal pessoa anos mais tarde que também será o avô de alguém, e se não deixarmos nada escrito, nem sequer seremos recordados enquanto pessoas, somente como familiares. Contra isso não tenho nada. Insurjo-me somente contra a vida comum, o querer parar das pessoas, o não quererem deixar a sua marca, aqui, nesta esfera redonda, poder de facto mudar algo, por nós, pela nossa raça, para dizer eu fiz isto, fiz algo e fui útil, ou quanto muito…
Permitir ao menos alguma realização pessoal, saber que existimos por nós mesmos. Não nos deixarmos levar pelo rebanho.
Como manter a permanente lucidez? É simples…
Basta ver-se que muita coisa (quase tudo..)…
É efémero. E assim tudo deixará de fazer sentido, e só nós faremos sentido verdadeiramente em nós.

sexta-feira, maio 28, 2004

um poema. (parte 1, vem ter comigo esta tarde)

Vem ter comigo esta tarde ao CCB
Vamos estar juntos, vem dar uma volta, não perguntes porquê
É um sítio tão bom como qualquer outro
Tem Sol, é calmo, com jardins bonitos e um café

Não te retraias esta tarde, vem ter comigo ao CCB.

Vem ter comigo esta tarde, pensa em porque não
Às três e meia da tarde quando não for cedo nem tarde
Leva-te só a ti mesma, não precisas de mais nada
Vamos encontrar-nos junto ao Jardim das Oliveiras

Vem ter comigo de eléctrico, é um transporte tão bom como qualquer outro.

Vamos ver-nos os dois muito melhores
Só esperando um pelo outro, vamos sorrir e tomar café
Fixados um no outro, a ver o céu com as suas cores
Sorrir como o caraças, espreguiçarmo-nos nas cadeiras

Não te esqueças do teu sorriso, será mais fresco que um gelado

Vamos fazê-lo no Sol fresco a meio da estação
Onde só tu e eu importaremos
Vamos dar a mão, transformá-las num abraço
E juntar devagarinho os nossos lábios cheios de riso

A ver o mundo passar, negaremos a tarde e ela nunca chegará.

Então
De nada mais precisaremos
Percorreremos os jardins e veremos o rio
Tu e eu, somente
Enquanto o dia não morrer

E, então, ter-nos-emos eternamente

Vem ter comigo esta tarde. Ajuda-me a matar com beijos a saudade.





Vem ter comigo esta tarde

22/01/04

quinta-feira, maio 27, 2004

o recordar de um momento aúreo.

E então ela disse.
Acho que tu podias ser a pessoa perfeita, a pessoa que eu tenho procurado…mas…
E então eu disse.
Mas o quê? Estás a dizer isso, como se não tivesse a mínima importância.
E então tu disseste, antes de a tua voz partir
(olha tenho uma coisa importante para te dizer)
Disseste
Disseste Já passou, ou seja, acabou tudo agora, parece que estamos assim, por causa de ironias a desencontros, o que é que fizemos um ao outro para cometermos estes erros para mim, irreversíveis?
Incompreensíveis…
E então eu disse. (falando pela minha boca e aqui falando pela tua, eu parece-me que o disse.)
Então eu disse. Procurei-te, um dia. Antes do que eu julgava ser o meu presente, nos próprios confins imemoriais do pensamento, e contemplei tudo aquilo que me fora dado e que eu, de certa forma, recusara.
E disse Tenho medo.
E então tu disseste.
Medo de quê?
Sei lá, de tanta coisa. De tudo, medo, medo de te ver e de perceber que tudo talvez não passe de uma mentira, e estejamos a ser actores de uma peça de teatro do absurdo que nós próprios criamos, sem querermos…
Então tu disseste.
Disseste um adeus, eu sei que disseste um adeus. Não sei muito bem como foi proferido…mas disseste um adeus. À tua maneira levemente soluçada e periclitante, baixa, rouca e suave, levemente. Despediste-te à tua maneira, como quem guarda na prateleira um livro que um dia amou. Despediste-te para sempre. Ficaste com medo para sempre.
E assim partiste. Tudo é uma viagem, é só o querer em alguns troços a companhia de alguém. Mas dormimos toda a tarde e quando acordámos sabíamos que já não éramos os mesmos.
Umas mensagens. A promessa de uma promessa de um acreditar possível, desesperado e nada plausível.
Um beijo etéreo e assim ficamos.

verão, a crónica de um regresso anunciado, parte um.

o verão está a vir, e parece aquela altura engraçada do ano... em que se começa a cheirar protector solar, os corpos aparecem mais despidos a castanhos, o Sol queima como um cumprimento, e é depois a nostalgia do seu fim impossível de evitar. vem aí o verão. e porque é que nunca deixa de surpreender-me.
este vai ser um verão diferente, for sure. questiono-me; tantas coisas por fazer e tanta vontade de viver, percorreer tantos caminhos, será que terei tempo. não, nunca terei tempo... sinto-o, o seu pulsar. aqui, onde sol persiste em não morrer e dar lugar à noite, nas múscias e cds que, inconscientemente, só agora me voltaram a dar gozo ouvir, como smoke city, caetano, manu chao, e outros, sentir o fim novamente, do ano... do décimo segundo, foi uma boa viagem algo previsível apenas, de todo um ciclo iniciado sabe-se lá quando, um calmo e esperado fim, só isso, como se nos beijasse a todos com o calor insuportável que se fará sentir, em agosto. é o tempo dos festivais de música, das férias, é o meu tempo, afinal, como é o tempo de todos. o verão vem aí, já está cá aliás...- e, daqui a uns meses, breves meses mas intensos sempre, começará tudo de novo. tornar-nos-emos novas pessoas, evoluiremos ou não, e então.
tudo voltará a ser como dantes.
eu, quanto a mim, ficarei um ano inteiro só à espera do próximo verão.
o inverno está morto, viva o verão. a crónica de um regresso anunciado.

quarta-feira, maio 26, 2004

estou calmamente passado dos cornos...

Estou calmamente passado dos cornos. Vêm aí os exames e toda a gente diz há há, muito bem e o camandro, estuda e tal, pelo amor de deus passa bem sabes que é a tua vida que está em jogo e se não passares nunca serás ninguém na vida e serás pobre e ficarás para sempre um falhado, casado aos vinte e dois com dois putos no alforge e outro na barriga, emprego como mecânico, blá blá blá, morrerás. Todos sabemos que este é o temor dos pais, que no entanto nunca irão admiti-lo, por mim não me importa absolutamente nada. Mas estou passado não pelos exames.
O dia onze do festival super rock super bock é incrivelmente divinal, Jesus o cartaz do dia onze, pixies, wray gunn, massive attack, fatboy slim, lenny kravitz, clã, acho que o David Fonseca também, mais, mais, sei que há mais nomes, que dia do caralho, e que caralhada no meio disto tudo.
Estou completamente, muito calmamente diga-se também, passado. Os meus pais não querem que eu vá, por mil e uma razões. Discussão não existiu cá em casa, mas era mesmo um festival ao qual gostaria de ir. O que acontece é o seguinte. Se eu quisesse porventura, como poderia já ter acontecido, fazer o papel de puto mimado, esses betos merdosos que eu tanto desprezo e que tudo têm por meio de pressão psicológica, é possível, aliás tenho a certeza, que este fim-de-semana já teria os bilhetes. O que acontece é que eu sou uma pessoa, bem melhor que isso, e não consigo pactuar com esse tipo de jogos mentais, pressões psicológicas, chamem-lhe o que quiserem.
Tive também de escolher. Neste momento, para os meus leitores deste blog, que não devem nem passam a meia dúzia, e que penso, tenho aliás a certeza, que são a minha esfera de amigos e conhecidos, devo dizer-vos que desisti também por outra razão. Como já referi tive também de escolher.
Ou o meu projecto grandioso de dois anos, que finalmente tomou forma completa e está pronto a ser revelado ao mundo, ou a merda do dia mais divinal que eu já vi em algum festival. (mas nisto o vento sopra doido, e o que foi do corpo, alado nas asas do turbilhão. São meras, brisas, raras.)
Escolhi, decidi pesar. A escolha, no entanto, nunca me foi apresentada. Mas existe um contador de sacrifícios parentais a se fazerem, e como já se tinham decidido a arriscarem a minha vida, sim porque eles têm medo que eu não me torne um homem comum, não arrisque o destino grandioso que me reserva, o outro sacrifício, este, não faria sentido. Absolutamente nenhum…ou melhor. Faria. Mas seriam, então, demasiados sacrifícios, e algo teria de ceder. Toda a culpa das minhas possíveis más notas nos exames seria posta, seriam postas, no festival.
E assim se move o mundo, comigo a querer, ainda, perseguir e alcançar o meu destino. Tive de escolher.
Escolhi-me.

terça-feira, maio 25, 2004

bem... o que antes era uma idea brilhante, tornou-se talvez algo um pouco comprometido pela quantidade de trabalho avassaladora que tenho tido, em relação a tudo, exames, etc, o que quiserem; embora não me arrependa deste blog...de qualquer modo, mandaram-me há dias um link para ir a um bloig qualquer chamado poesia de sofá ou algo assim... eu não sou nem nunca fiz parte da blogosfera, sendo agora inevitável fazer porque tenho um blog, mas nunca frequentei blogs assiduamente, nunca me dignifiquei a procurar. uns dias o gato fedorento, em homenagfem ao programa, outros dias o meu pipi para me rir, e pouco mais.
mas o que mais me fascinou nesse blog chamado poesia de sofá é que é exactamente poesia de sofá, ou seja...: algum palonço qualquer com óptimas intenções, acredito, criou um blog que justifica o título, ou seja, deve escrevr poemas no sofá, enquanto vê televisão e faz sabe-se lá mais o quê... pecebe-se também que é poesia de sofá pelo facto da poesia ser de facto intragável.
mas é que é mesmo horrível! simples e sem profundidade, aconselho todos a irem ver, os poemas são absolutamente intragáveis, é incrível. um bem haja a esse grqnde inútil sujeito poético que me brindou com provavelmente a pior poesia que alguma vez vi, contando ocm o facto de que este senhor, para fazer um blog, já não deve ser propriamente uma criança...


segunda-feira, maio 24, 2004

olá e o camandro

olá malta jovem, este é o meu novo blog, para straights, gays e lésbicas, essas bestas do diabo!! bem agora a sério... este é o meu blog, provavelmnente não dirá nda de especial, mas hey, eu quero um blog, e acabou-se. divirtam-se com o meu blog, que é meu, e não vosso, mas meu...divirtam-se, a sério este blog é bom e vai ser ainda melhor do que já é, porque eu nem paro eu nem paro estou sempre a escrever e a postar e tal...
este é o meu blog.divirtam-se...