o meu primeiro comentário.! e pequena nota. wowowow!
Engraçado. Momento um pouco emocionante.
Acabei de receber o meu primeiro comentário, vindo de um amigo, e se poderei dizer amigo então nada mais terá significado na sua emolduração de personalidade, é um amigo. Um amigo meu de nome Nuno e com o qual eu, por mais deprimido estivesse, me ria sempre quando estava com ele, teve a enorme amabilidade (ou, por outro lado, não o fez por amabilidade, somente porque lhe apeteceu e ainda bem) de deixar aqui, neste blog visitado por até agora quase ninguém, não que me faça muita mossa também, deixar o seu primeiro comentário, e comentário primeiro deste mesmo blog, interessante, não o esperava, enquanto vejo as horas e sei que devia estar a estudar filosofia.
Tive o meu primeiro comentário. Antes de mais, devo afirmar ao Nuno e a quem tenha lido o meu comentário, que não sou kankan… bela piada. Chamavam-me, e isso sim, em tempos que até eu já quase esqueci e que pouco significado tem, canca (é uma alcunha com origem na deturpação de um nome meu…). Mas gostei.
Gostei. Pelo facto de ter sido o meu primeiro comentário, pelo facto de ter sido alguém que eu conheça a escreve-lo, e pelo tempo - que eu sei que o teve, e despendeu de sobra - a escreve-lo.
Obrigado Nuno. A vida de facto costuma ser uma merda e nem sempre corre bem, se não a ti então a mim também não lá muito, mas pelo menos estamos vivos, e sentimos, e fazemos algo da nossa vida, e se nem sempre as coisas correm bem, pelo menos fomos correctos, e no fim do dia, ou da vida como quiseres, sempre podemos olhar para trás e pensar, bem, porra, pelo menos fui correcto e fiz a coisa certa, posso ao menos partir em paz e recordar tudo com remorsos, pergunto-me se existirão muitas pessoas que possam ter pensado assim. Embora não sejamos perfeitos.
O amor e a perda que pode advir desse amor é fodida, acredita, e sei que o sabes, e se tudo o que disseste era lúcido e fazia sentido, então ao menos podes dizer que o herói, trágico ou não, nesta história toda, és tu. E será contigo e em ti para onde os louros da conclusão chegarão, bons ou maus, decerto já saberás a possível conclusão e estejas só a adiá-la ao seu fim expectante. Meu… acredito que saibas o quanto custa perder alguém… eu também já tive, já senti essa perda, total ou parcial, não importa. Perdi também o amor da minha vida, devido provavelmente, sei-o agora, de nunca termos dito um ao outro, no tempo certo, As Palavras necessárias. Obviamente que isso dói. E sabes de quem falo…
Pergunto-me. Será que podes dizer o mesmo? Ou talvez já nada faça sentido, e te estejas a agarrar a um sonho. É possível. A vida muda connosco, e nós procuramos sempre, sempre ultrapassar o seu passo firme e sempre inexorável. O truque, penso, é nunca parares para descansar.
Essa miúda….quem é ela? Poderá ela sequer saber, no meio de toda a sua comundade, que alguém, que ela nem seuqer conhece, já fala dela desta maneira, e que outro alguém perdeu uma boa meia hora só a dedicar-lhe o seu tempo secreto, infinito no momento e invisível à sua própria percepção?
A vida é fodida, mas pelo menos ainda é nossa. E, ao menos, ainda nos temos a nós e uns aos outros. Não perdes nada. Arrisca, arrisca sempre, pra nunca poderes dizer que não arriscaste, perdendo tudo ou não. É sempre assim…e talvez dessa forma, como eu tento, possas trocar as voltas ao passo da vida e perde-la de vista por uns momentos. Quem sabe com sorte mudes de vida e arranjes uma nova?
Obrigado pelo comment, pah, e pela visita. A gente vai continuar por aqui, rindo-nos de nós mesmos.
