segunda-feira, dezembro 13, 2004

adeus, meu amor.

Odiaria ter que te dizer adeus
sem ter de ti um último sorriso.
Mas ouve o que te digo
quando falo em passado
ou tristeza ou vazio.
A verdade é que não os conheço
como a ti conhecia.
Não sei se te apressaste
para te vires despedir
no dia em que parti.

Sabes, não tive medo de partir
apenas receei que te esquecesses de mim.
E acredito que a altura chegou
de te dizer que não me esqueço.
Outrora quis dizer adeus
e nunca percebi se foi coragem
deixar tudo por terminar.
a verdade é que o que fica inacabado,
cedo ou tarde,
nos traz de volta a dúvida.

E lembro-me bem de ti
e de como te conheci:
Mas o que é a vida
senão dúvidas de ressaca?
Despedi-me da vida eterna -
a teu lado seria imortal.
Mas eventualmente todos perecemos.
E eu não queria fazê-lo -
agora que deitado vou convalescendo -
sem antes te dizer, adeus, meu amor.


(Pedro)

2 Comments:

At 13 de dezembro de 2004 às 20:22, Anonymous Anónimo said...

Também quero q me recitem poemas bonitos como estes!!!! **bj**

 
At 14 de dezembro de 2004 às 22:23, Blogger Navalha said...

pedro, o melhor comentário que posso fazer a este poema, é o seguinte...



quando leio estes poemas teus, invejo-te.
só isto.
parabéns amigo.



João.

 

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