Directions
Os idiotas enlouqueceram e antes de escurecer aprenderemos que não há nada em absoluto que nos diga o que fazer. E em oposição a isso estabelecemos uma lista de prioridades e deveres tão inúteis quanto irrefutáveis pelos quais tencionamos sempre reger os nossos hábitos. E toda a gente quer ser especial sem ter que encontrar novas formas de enfrentar as pausas com que nos deparamos durante os dias às quais aprendemos a chamar tão delicadamente de tédio. E entre nós, em surdina, recordamos aqueles que se lançam para o abismo caindo como anjos por entre os arranha-céus e lá vão eles 1 2 e 3 como se seus corpos batalhassem desesperadamente contra aquilo que a sue mente já aceitara anos antes. E seremos todos, porventura, presas vulneráveis, enquanto a chuva intensa nos ritma a existência como num jogo de ironia desmesurada que precocemente fomos educados a designar por vida. E não será fácil mas valerá a pena percorrer os caminhos dourados da incerteza durante os anos em que os sonhos são relatados no papel como se de obras de arte se tratassem. E por que não dar as mãos e saltar em conjunto como faria a mais perfeita das orquestras? E a nossa sinfonia seria lembrada e honrada pelos que haveriam de tentar repetir a nossa façanha. Porque sim. Porque falhar é não mais do que tropeçar naquilo que se pensa conhecer. Porque vivemos enganados e pensamos que a rebeldia é feita sem se correr sem rumo – incansavelmente. Porque se pensa que as lágrimas que deslizam face abaixo só fazem sentido perante a tristeza. Mas não. É pura intuição. Mas nos soluços que desculpamos por desconhecer a sua origem estará nova questão. E saliente-se que fazemos todos parte da mesma mescla que compõe o nosso mundo. E quantos entre nós terão a coragem de explodir com as fundações do mundo, com toda a sua história, apenas para ter a liberdade necessária para o reconstruir? E a democracia estará nos beijos inocentes. E a inteligência estará em assistir a um espectáculo de fogo de artificio e sonhar apenas em como se poderá de desaparecer num cenário de cores e rebentamentos somente para acordar no dia seguinte e perguntar: onde estou? Sim, meus amigos e inimigos, é na dúvida que subsistirá a resposta. E só aqueles que entre nós tiverem como meta a mais inatingível das respostas poderá dizer Eu falhei, mas com todo o estilo que se exigia a um revolucionário. Poucos actos e ainda menos palavras Perdoem-me, mas o resto estará por desvendar...
(Pedro)

2 Comments:
olha corno, este pedaço de prosa caído do céu (muito pouco espaço de tempo entre o meu último post e este, a tua queda mais para a poesia postada) é a porra de uma lufada de ar fresco; ta excelente, digo, e isto porque.
ou seja: tu sabes o que penso. esta cena é completamente out of the blue, e é por ser tão inesperada que sabe tão bem foda-se, as ideias são óptimas,a prosa é revolucionária, feita com uma pontuação sem medos, explicada em racicionos que roçam por vezes o abstracto, como eu, man, tanto gosto
brilhante! como diria o outro, "genial"! e porque não genial? eu achei-o acima da tua média, e tu já és acima da média por natureza... sim, talvez seja verdadeiramente genial. e quando me refiro acima da tua média, faço-o ioncentemente: raros são os textos ou poemas que faço que são acima da minha média..quando isso acontece também fico muito contente comigo mesmo.
ou seja: foda-se, que ideias, que texto, que post.
joão, claro. eu.
è o primeiro post teu(pedro) k leio e é com grande apreço que digo...xcelente! muito bom mesmo, parece-me a mim que sao uma serie de ideias aglomeradas todas no mesmo texto, sem qualquer ligaçao(talvez tenha mas n importa) mas que faz todo o sentido..parabéns rapaz!:)
(ehh k merda ja n aparece o meu nome..)
-Baodegoth
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