Ignição
No espaço
da explosão das palavras
não haverá maneira de interromper
o processo que estilhaça a juventude
e os planos de crescimento
E algum dia chegará
(5)
Onde
fará sentido reviver as memórias incessantes
e as crises de identidade que acompanham
aqueles que temem claudicar
e apenas esses que receiam
e tiram prazer de vencer os medos
poderão tirar proveito do que se define
na puberdade das sensações desenfreadas
E só esses
(4)
O serão
definitivamente
quase que em verdades incertas
e alguma simpatia de circunstância
no cinzento espaço urbano
que conta em graffitis e registos policiais
em poucas noticias e muitas vozes
todas as horas que passaram desde
(3)
O inicio dos tempos
e na história dos livros e das pessoas
subsistirá a existência
que se extingue como em dança de velas
perdidas como pequenas meninas
no luar violento que constrói
a robustez de todos nós e de cada um
(2)
Em si mesmo
e ouvir-se-ão eternos gritos
de revolta contra o tédio celestial
e todas as noites que vierem
vestir-se-ão de negro cabedal
para não mais se sentirem presas fáceis
(1)
De parca tristeza
e no infinito virá
uma e outra vez retumbante porque
É a vida
e o final tem apenas um inicio
e esse não é mais do que um sorriso
...
(Ignição)
(Pedro)

2 Comments:
Este custou-me a entrar no ritmo... Mas gostei, está diferente. Adorei o final - "e o final tem apenas um inicio e esse não é mais do que um sorriso".
Continua!
apa pedro, desculpa la os comentarios keu fiz nas tuas cenas k pensava keram do joao e blah blah blah.
:|
mas pronto.
apa...
ya... e tal... beijinhos e abracos!!
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