domingo, novembro 14, 2004

Ignição

No espaço
da explosão das palavras
não haverá maneira de interromper
o processo que estilhaça a juventude
e os planos de crescimento
E algum dia chegará
(5)

Onde
fará sentido reviver as memórias incessantes
e as crises de identidade que acompanham
aqueles que temem claudicar
e apenas esses que receiam
e tiram prazer de vencer os medos
poderão tirar proveito do que se define
na puberdade das sensações desenfreadas
E só esses
(4)

O serão
definitivamente
quase que em verdades incertas
e alguma simpatia de circunstância
no cinzento espaço urbano
que conta em graffitis e registos policiais
em poucas noticias e muitas vozes
todas as horas que passaram desde
(3)

O inicio dos tempos
e na história dos livros e das pessoas
subsistirá a existência
que se extingue como em dança de velas
perdidas como pequenas meninas
no luar violento que constrói
a robustez de todos nós e de cada um
(2)

Em si mesmo
e ouvir-se-ão eternos gritos
de revolta contra o tédio celestial
e todas as noites que vierem
vestir-se-ão de negro cabedal
para não mais se sentirem presas fáceis
(1)

De parca tristeza
e no infinito virá
uma e outra vez retumbante porque
É a vida
e o final tem apenas um inicio
e esse não é mais do que um sorriso
...

(Ignição)







(Pedro)

2 Comments:

At 14 de novembro de 2004 às 14:41, Anonymous Anónimo said...

Este custou-me a entrar no ritmo... Mas gostei, está diferente. Adorei o final - "e o final tem apenas um inicio e esse não é mais do que um sorriso".

Continua!

 
At 15 de novembro de 2004 às 17:21, Anonymous Anónimo said...

apa pedro, desculpa la os comentarios keu fiz nas tuas cenas k pensava keram do joao e blah blah blah.


:|



mas pronto.


apa...
ya... e tal... beijinhos e abracos!!

 

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