sábado, outubro 23, 2004

o fim do mundo

Outrora
O homem gordo
andrógino vai gritando e
gemendo enquanto livros
Nascem e crescem em pilhas por entre ele
Diz
o fim
que é o fim do mundo
Do mundo, a
casa
Vai-se
desfragmentando



Nunca te poderia amar mais
baton…
A mão congelada segurando
o pecado vermelho
original, a mesa a vergar-se a um mestre
desconhecido
(Frames incríveis e fragmentados)
o tempo
e ele não consegue



E não consigo dormir.
Outra imagem reflectida dele
o papel de parede a ser arrancado por desespero
invisível vira-se e leva as mãos
à cabeça
enquanto não consigo
dormir
Os utensílios
Gritam em todos os poderes da sua nova vida negra
fechado em algo que racha e
grita e se contorce em madeira mas nós
Nós sobrevivemos ao tempo e ao fim
do mundo, a casa milenar finalmente
dá de si e desfaz-se comigo
lá dentro, ele
o Rei agora de tudo o que nunca perdeu
as trepadeiras a crescerem no lugar
da casa a tentarem
devorá-lo



Mas nunca te poderia amar mais
Nunca, ele
te amar mais
O último grito, com dor
O fim do Mundo
conhece o fim em si mesmo, o retrocesso, o entulho, as plantas
os objectos vivos e cada pedra
A banda
Voltam aos seus lugares iniciais



E dentro da casa um meu esquecimento
Ele sente…
Uma ligeira sensação de esquecimento



Mas nunca te poderia amar mais.








João. Tendo como inspiração o clip da música the end of the world, dos The Cure. 14/54/19/10/04

1 Comments:

At 24 de outubro de 2004 às 11:23, Anonymous Anónimo said...

nhahahah essa música até é gira costumava ver e ouvir lá nujÁlgarves xD~~ e pronto já está, já passou. Vá continua a postar mas posta coisas piquenas pa eu n ter de ler mto :x aweeeeeee ********ribbit

Sapa (:

 

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