interlúdios.
Ouvimos a tarde respirar como um silêncio mortal.
Estás à minha espera
Eu encosto-me à parede e sete dentes de leão
passam-me entre a minha cara e o Sol que escorre
antes de morrer
Por entre o céu rosa.
Somos homem e mulher.
Sei que sacas de um cigarro
por entre a noite adormecida e antes
de engolires o pânico
e o frio que te passa pelo corpo como
uma carícia…dizendo-te
estás sozinha
A meio país de distância tudo o que sentes também me rasga com doçura
dizendo-me que sou tão fragilmente humano
que até dói.
O quarto está vazio
Mas a presença e respiração tuas
mesmo que nunca tenhas estado aqui
envolve cada pensamento cada peça de roupa, fotografia e música
que uma noite qualquer matei
em busca da minha última réstia de sanidade.
Os dias passam rápido, à velocidade angustiante de um suspiro.
Existe amor aqui;
em todas as palavras que não te disse
e naquelas que imagino tu dizeres mas que nunca ouvi
Neste pequeno suicídio
No crepúsculo entre um momento e outro
…Não há mistérios
Só o fechar de olhos propositadamente
Sentir-te perto
e saber que te amo.
joão.

4 Comments:
Tudo o que posso dizer do poema é... simplesmente belo.
Quer queiras, quer nao dize-lo-ei "mesmo á joão" lol :P mostra o amor de uma forma realista mas ao mesmo tempo bela. GENIAL :D
Continua a escrever e "postar"
adoro te.
Da tua amiga que te admira imenso:
Carol :)*
Pa, eu nao tenho mto jeito pra letras, mas olha, ficou mto fix, mto bunito.
beijos.
ecta.
eh pah, gostei. isto chama-se vir escrever comentários a dizer o que já se disse ao autor mas pronto assim fica registado. curto bastante a forma como falas de amor, nua e crua, pormenores simples, pequenas descrições, sem enfeites, e sai bonito foda-se!
Abraços
Ricardo
epaaah como disse a carolina é mesmo à joãooooo consegui ler até ao fim! estarei bem? aah nao tnh nada pa fzr e n tnh ninguem pa xatear e prontooo já está não custou nada mais 1 comentario da sapa :]~~*
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