segunda-feira, setembro 20, 2004

special needs

Mas a história do nosso amor foi outra.
O início começa de uma maneira extremamente romântica…não a nossa maneira, não. Foi outra. Por entre a música, em balneários banhados pela. Luz: dois jovens. A personagem andrógina começa a cantar, então…e.
É como se um milagre acontecesse. Os jovens começam-se a sentir, tão longe, tão separados um do outro. Existe beleza. Existe, existe um desespero maior do que o nome, quando – a dezenas, centenas, ou milhares de quilómetros um do outro, os jovens começam a abraçar o ar, reagem ao contacto imaginário do seu outro amor na pele – deslizam pelo ar um do outro e respiram o suor esotérico um do outro.
No chão do balneário, cada um faz amor imaginando, sentindo de facto, o outro.
O amor na sua forma mais sublime.
O nosso amor talvez ainda não exista. Talvez ainda seja uma sombra. Não foi uma fuga, não foi uma onda furiosa no mar. O nosso amor ainda por explicar…é uma vaga. E sabemos entre lágrimas de emoção que ele vem na nossa direcção, é impossível fugirmos a ele…e mesmo assim talvez lutemos pela lucidez.
Recomeça tudo de novo.
É amar-te – não, mas que palavra tão gasta. É ter-te, é sentir-te e queimares como uma respiração por todo o meu corpo, quando penso em ti; e, invariavelmente, estremeço. E ainda nem fizemos amor. Não importará para nada, talvez. É conhecer-te na noite que me inunda quando olho pela janela e sei que tu, algures num outro quarto, dormes – meu Deus. O sentimento pode ser uma coisa tão andrógina. Quando as guitarras gritam de novo, é inevitável – já estás marcada nesta música. Saltar para uma mota, um carro, arrancar à velocidade toda, percorrer os quilómetros que nos separam só com a força do teu pensamento –
Estar contigo, afinal.
A felicidade é uma sombra. Mas tu és a luz que a projectas, no fim das tardes em que o Sol morre.
É sempre aí que renasces.

5 Comments:

At 20 de setembro de 2004 às 14:12, Blogger Navalha said...

foda-se esqueço-me sempre de dizer que fui eu ....fui EU. joão. bah. sou distraído.

 
At 21 de setembro de 2004 às 01:36, Anonymous Anónimo said...

Olá. Hoje compenso. Serve para o resto do mês? :P Acho que já consigo perceber quando é um e quando é outro a escrever, mas assinem yah.
Gosto muito da maneira como falas de sentimentos, és muito próprio acho. Gostei da ideia de distância/proximidade no texto. Se calhar estou para aqui a dizer coisas estúpidas e tal mas pronto gostei.
Continua meireles.
Ricardo

 
At 21 de setembro de 2004 às 13:21, Anonymous Anónimo said...

ta' bunito..
eskreves mto bem (:


ass: ecta

 
At 23 de setembro de 2004 às 22:03, Anonymous Anónimo said...

Loira ;)
Olá, gostei de todos, mas particularmente deste. Escreves muito bem.... da forma como gostamos, amor nao é usado tantas vezes. Pa ja sabes que te adoro, ao ler estas coisas inda te adoro mais ;) Um beijo especial :D

 
At 24 de outubro de 2004 às 11:37, Anonymous Anónimo said...

isso´n é o nome duma musica dos Placebo? :o
nhó *****

sapa

 

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