hoje.
Repito para mim três vezes entre esta manhã – o dia de hoje. Como será o dia de hoje, ou será que nem será sequer. Não é o medo que me devora, é a incerteza, a inconstância, o não dominar o meu próprio destino, sentir que estou perante um abismo meu, vou mudar algo, vou existir em algo, vou ser algo e talvez alguém para outro alguém.
Geralmente, o resto costumam ser preces. É interessante…estas são as minhas. Escrevo ao som de Helena. Porquê a explosão sónica, poder-se-à perguntar. Hum, digamos…é um querer mascarar os verdadeiros intentos desta fúria que pode deflagrar se nada, NADA, acontecer, “um querer mudar de assunto, questões para quê”. O próprio sentido da coisa não me escapa, porém só na tentativa de explicação falho. Que importa? Para mim importa muito. É por conseguir entender-me e entender os outros que faço parte da tribo humana normal, a que pensa, tem uma vida, e morre na comundade. Isso no entanto não interessa para nada neste momento, só interssa a incerteza, a – que me devora, que me chama e pulsa, eu não, não sei. Mas sinto-me lúcido. Não é que não queria explicar o que quer que seja; antes procuro complicar um pouco isto para me saber um labirinto…quando na verdade do que falo é em si um labirinto também, tão confuso e quem me dera; - saber a saída.
Talvez a minha escrita simplifique quando me achar do lado da verdade.
Ou do futuro que busco.
…(como é importante o dia de hoje, se acontecer.)
(joão. O poema atrás foi escrito também por mim)

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