terça-feira, setembro 07, 2004

conceptualizações.

Apetece-me a conceptualização.
Perguntas dadas às respostas formuladas: é então, isto? É então só isto. Sito é a génese da poesia. Mas como explicar o meu fascínio pela conceptualização? Quem me dera saber, ou já o soube, já o escrevi algures. Quero falar dos murmúrios ditos entre os beijos que não são dados, aqueles raros rasgos de lucidez que nos são dados quando dançamos sem pensar numa discoteca, quero. E corar perante as fotos demasiado sorridentes. Murmúrios que são ditos com o som de um furacão. Não se percebem na mesma; é antes o meu próprio controlo perante essas mesmas fotos. Porque já admiti que ninguém é humano a não ser eu…e, claro, cresci para perceber o quanto estava errado. O perdão nasce daí, sabermo-nos capazes de ser iguais a qualquer pessoa, um suspiro – talvez outro murmúrio, quando chamas o meu nome e não o sei. Mudemos de imagem.
Whisper me your number; I’ll call you up at home. Don’t worry, I’m not looking at you…gorgeous, dressed in blue.
Esta melodia prolonga-se como um saxofone. A vida é um ensaio de jazz bebop.