até sempre.
Pois é pessoal…ou falta dele: o mês de Agosto aproxima-se, a quimera de todo o verão, no sentido positivo, ou negativo, e eu devo dizer que me vou, como sempre, embora daqui. Também admito que não tenho escrito muito. A ida ao Algarve parece que me secou, de alguma forma, fiquei sem ideias ou sem vontade, em algumas noites ambas as coisas se formaram em mim, e… morri um pouco para a poesia, e para a prosa, mesmo que a prosa se escreva somente, e a poesia se procure. Comparando com o outro mês, foi desastroso. Setenta e poucos poemas, comparados com os 108 do mês de fim de Maio até fim de Junho, foram meses menos proveitosos. Sim, tive os exames. E é verdade que em férias, escrevo menos, mas que fazer. Por vezes passo por estes ciclos, em que nada em mim funciona, e que já não tenho, nesta vida, mais nada a escrever. Que já disse tudo. Óbvio que, quanto mais vou escrevendo, mais horrível se torna este sentimento.
Mas vou partir. Vou partir, este mês de Agosto, dizer adeus a tudo por um mês, quando voltar será certamente uma nova cidade e uma nova Lisboa, os anúncios serão diferentes nos cartazes, o ar saber-me-à diferentemente, o céu talvez esteja mais cinzento, costuma estar – afinal, é Setembro pensarei sempre - ; mas, desta vez, esperarei a entrada numa faculdade ainda por confirmar. Se não entrar não estou muito preocupado. Sei tudo o que tenho de fazer da minha vida, e, por acaso, tirar um curso não está nos meus planos obrigatórios. Mas, com uma média três valores acima, parece-me um pouco impossível. Quase que digo infelizmente.
Foi uma viagem interessante, pessoal. Ninguém está aqui, de facto, e ninguém me vê, o que torna as coisas ainda mais interessantes. Parto com o verão, com o fim dele regresso, depois costumo passar as últimas três semanas na mais completa nostalgia.
Adeus, pessoal. Como costumo dizer antes de partir, silenciosamente para mim mesmo.
Ainda tenho tempo de escrever as cartas.

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