quarta-feira, setembro 01, 2004

Parece que é o fim do mundo.
: existe uma diferença. A morte então de algo não existente, o fedor de toda a nossa animalidade a pairar no ar enquanto se chora ácido, saboreias o sal, não te percas nesta viagem afrodisíaca.
Pedem-me, no entanto, para ficar. E porque deveria. As pessoas consideram-me estranho…porque é que já não basta dizer que tudo, acabou. Como o fim do mundo para nós. Não existe nada sublime aqui. A lança de cabo partido é chamada mais uma vez às nossas mentes para recolher a sua parte. Busco-te, procuro-te nela como se nada fosse abstracto…como um telefonema que ficou a meio. Então, porquê as metáforas. Porquê as redundâncias, a benignidade nojenta que sempre me fez vomitar de todos os homens com a camisa metida para dentro das calças. Não sou pai nem marido, estou só comigo mesmo. Assim a futilidade não me persegue com tanta velocidade.
; ou anteriormente à tentativa possível. Mas eu vi-o, eu conheci-o tal como o conheci. Ou a ela…não - não precisam de me dizer nada, existe um grande ridículo nisso. Dogmas da vida, eu procurei um dia essa fuga na própria morte. Mas; porquê, para quê, onde encontrar os restos daqueles perdidos resquícios de genialidade social e comportamental que, um dia, todos tivemos. Um gesto violento na mesa de maquilhagem. O agredir brutal a um ladrão., a sua atitude tão complacente. Cuspir na cara de um padre, o riso ácido. Nada deste foi ele. Existe algo muito de inglório em tudo isso. Porquê não deixá-lo partir? Esses discursos são tão úteis como uma bala no peito. Doem e não servem para nada, mesmo cravada, mesmo talvez carregados, suados, de verdade amistosa e conformada. Comum.
- Entre as coisas principais.
Adeus amigo. Para mim serás sempre, graças a deus, aquela parte de má pessoa que nos dias fatais e carregados de lágrimas ninguém quer relembrar.