segunda-feira, outubro 25, 2004

[poema conjunto, pt 1]

Obrigado por não responderes à solidão
na vacilação do silêncio vermelho
; e a época de setenta e Novembro tão idílica – como a paz –
espalha-se por ti, em ti
como uma tarde de Sol à chuva.



Somos democracias, ditaduras
do destino celeste.
e talvez possamos, sem grande ousadia,
seguir o trilho que nos leve a um ano
de rebeldia desenfreada, quase viva
tão rebelde em nós, até sermos só pó.
- Anda, sempre que te chamar
Por entre as contusões, os cortes
e nódoas negras
: vou beijar-te nos teus lábios que choram, e,
ensanguentadamente falando, vou recriar-te
: Vamos ser concretos como uma fotografia
e na nossa indecisão, desapertar o blusão de ganga,
ser rebelde – mesmo na cidade.
As ruas aquecem sempre
a urgência do agora, a velocidade do som
Mas, no submundo, onde
não está ninguém que nos conheça. Será
aqui. Por isso, vem
então Vem morrer nos meus lábios
Esquece-me .esquece tudo
e o que te disse
será incendiado. E nem saberemos –
onde os nossos corpos dormirão.




Título: Ano Zero – 1979
(wafer com creme de cacau)

João / Pedro.
17/55/13/05/04


[ hoje foi o dia em que o Buddy Lee voltou – um autêntico milagre de Fátima.]

isso e o Verão.





So bright.

1 Comments:

At 4 de maio de 2005 às 23:49, Blogger Navalha said...

Maio, 2005.



Por que raio ninguém comentou aqui?



P.

 

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