segunda-feira, outubro 25, 2004

inacabado. um documento qeu encontrei no pc hoje, por acaso.

Poderíamos um dia pegar num par de calças, um crucifixo de uma mãe ou avó falecida, umas últimas fotografias para queimar num dia mais desesperado, e partir; como se nos amássemos tanto que não conseguíssemos sequer estar juntos com estranhos à nossa volta no mundo que tínhamos criado só um para o outro.



(uma prece: um rastejar desesperado em lágrimas e ranho e amor despedaçado enquanto vou a tua casa, com o corpo partido e a sangrar do nariz, e dizer em murmúrios enquanto choro, desculpa, perdoa-me por tudo mas amo-te demais para ainda amar a sanidade.)


poderia responder a tudo o que quisesses se soubesse o que somos. Acredita. O amor foi uma palavra mutilada ao longo dos tempos, mas quando digo o teu nome, é como se ardesse; lembras-te do dia em que saí do trabalho a correr, peguei na mota e atravessei todos os semáforos vermelhos, em desespero de saudades…? Meu deus, meu amor, como foram belos esses tempos.
Lembro-me…


(não, nunca te poderia amar mais, esta casa foi despedaçada, é o fim do mundo tal como o conheço, mas tu persistes, tu existes ainda em todos os cortes de navalha que faço pelo corpo como forma de punição…)



lembro-me que a felicidade era uma criatura estranha, cujo nome era o mesmo que o teu.



Na verdade











INACABADO


17/08/03

2 Comments:

At 26 de outubro de 2004 às 18:41, Anonymous Anónimo said...

epah isto é mta coisa pa ler... e eu tou cansader :D***

sapa

 
At 27 de outubro de 2004 às 15:23, Anonymous Anónimo said...

desculpa nunca mais ter comentado aki.

e' bunito. tou a estudar a cronica nas aulas d portugues e isto faz me lembrar cronica.. LOL


e ouve o meu teste foi uma merda. lol inventei pa crl.

beijocaa Joao.


Ana Cristina

 

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