primeiro ponto do sexto capítulo
Eu pergunto-me Quem é o senhor? E dirá, enquanto me acompanha em direcção ao carro, sem eu precisar de mais explicações, talvez
- Eu sou eu
(eu sou o Pedro)
…Não, estou a imaginar coisas não é possível.
-… Fugir daqui, já. Leve consigo a maleta de receitas, enfie pia abaixo as folhas do processo, agarre na mulher e nos filhos e parta.
“Visões morte – sonho a projectarem-se mais uma vez.
“Parta em direcção a uma qualquer ilha paradisíaca, esqueça-se dos seus problemas, vamos ignore-me vá lá vamos lá, desafio-o a ignorar-me, eu é que não posso fugir eu –
“Alguém tem de lhe dizer que a insanidade não é a resposta para o cinzentismo da vida, sabe.
“Palmeiras bravas, a projecção dos anúncios. A projecção dos concursos de televisão ganhe dinheiro por demonstrar que tem cultura geral, que sabe trivialidades muitas delas inúteis, veja-se no espelho, observe o céu cinzento e a si mesmo, desconfie em tom de certeza o que já andava a pensar há muito tempo, talvez perceba que a sua mulher o ande a trair –
“Esquecer o seu amor. Enquanto entra no carro
“Meu Deus parece-me que já estou a ver, o dia com pouco Sol, a discussão ligeiramente pendente de há duas semanas, a –
“A irritação do trabalho, o dia difícil, o perceber dos quarenta, o querer ter dezoito. Fugir a ritmo de passo do edifico grande, vidros negros espelhados, o indicador parece que esbarrou ali na mesa e passou como uma lixa, no hall, parece limado, levá-lo à boca e chupá-lo enquanto se pensa coçando com a outra mão o joelho dorido que bateu contra um bico de uma secretária, e sentir a mala, outrora tão firmemente agarrada a debandar agora pelos dedos frouxos, que como tarefa adicional têm ainda que puxar as calças do fato para não se meterem na língua do sapato castanho-claro, perna direita. Parece-lhe uma epifania constante, a lembrança das treze vezes únicas em que se sentiu, de facto, bem mais pequeno do que o mundo. Começou, pensa. O deslizar quase insectóide de um samurai demente que pretende cortar-lhe a espinha dorsal da vida, sob a forma de um outro melhor, de a sua mais apta, mais disposta a, tentar de novo, o tempo sempre manejou bem as espadas do destino. Está à sua mercê e pretende-se que lute.
“Sim parece-me que estou a ver. Sim, sim sim. Sim, e tentar perceber, sim tentar perceber. Onde se falhou na vida, a nostalgia de algo perdido. A morena que amava de pele judia com um sinal quase imperceptível junto à sobrancelha direita, que vinha do Norte de Portugal e que não era da sua universidade esqueceu-se de si quando teve medo. Pensou Tem uma luz interior. E com medo, talvez, de apagá-la, nunca se chegou ao pé dela, nunca meteu conversa com ela, nunca arriscou. Arriscou com muitas, mas com aquela, não. Mas onde está ela agora. Onde está agora, repare não sabe. Pensa que – pensa que está a dirigir-se para o carro mas está na verdade à beira de um abismo.
“… Chega. Tenho de para de imaginar que o estou a ver. Eu perdi-vos, a todos vocês que agora não quero aqui. Mas podia dizer. Sabe que podia dizer, podia dizer Sim, e a chorar, sentir uma lágrima tão quente a formar-se, sim tem consciência que podia dizer,
eu poderia dizer se eu não fosse eu, Venda a casa, mas antes cuidado, será que tem licença de porte de arma? Pode estar escondida no carro em que agora mete a chave à porta, como eu, tire a nove milímetros, a calibre trinta e seis, a magnum, a não sei quantas que se vêm, nos filmes de polícias e como nos filmes de cowboys, sete ou seis balas devem ser suficientes, tenha cuidado para não dar nas vistas, qual será o seu modus operandi? Planeie as coisas com cuidado já que está prestes a perder tudo.
“Ou ligar devagar. Sentir a aragem quente do fumo dos carros, e ver o céu castanho e cinzento. Oito dias de ouro a preços imbatíveis, de seis a vinte e quatro de Novembro, ignorar com força de quem fecha os olhos os anúncios.! O seu carro precisa de ser levado à Autoredal, o maior especialista de manuseamento de carros no país, contacte já o professor Mamadu, grande médium espiritual, parte de uma família de grandes feiticeiros com poderes hereditários, trata de todos os seus problemas: sorte ao jogo, ejaculação precoce, impotência, dores de costas, amarra casais, preparação para exames escolares, negócios, depressões, por consulta ou por carta. Loiras com lábios esborratados de batons cheios de glamour, o esquecimento de quem oferece as melhores propostas de sonho, lembrar-se que um dia acreditou que a sua vida iria ser perfeita quando viu uma mulher toda envolta em branco, a sua mulher, percebe? Voltar-se a lembrar com raiva, não se esqueça da raiva e veja os seus braços fininhos, já não tem assim tanta força e não vale a pena, ele deve ser mais forte e mais sofisticado, mais bom na cama. Esqueça: ponha a outra perna dentro do carro que devido à baixa auto-estima não considera bom o suficiente, enquanto vê a interessante visão de um zeppelin a passar. Não era suposto eles não voarem mais? No céu castanho do seu dia, do meu, parece que ainda existem coisas interessantes na vida.
“Diga adeus. Diga adeus como eu disse, aperceba-se do seu fracasso. Contemple a imensidão da tarde e inveje os imbecis. Entre para dentro do carro, como eu, e eu sei – eu simplesmente sei – que as ideias assassinas darão lugar a ideias suicidas. A pistola que pode estar escondida, ou a que pode comprar, por intermédio do seu amigo que tem contactos nessas zonas, começará, na sua cabeça, a servir para rebentar com os miolos, dar um tiro no peito, fazer haraquiri. Diga adeus. Lamente a sua vida por saber que falhou no mais importante, contemple-se cansado, sentado na cama do seu quarto, o pedaço de metal frio nas mãos, a calma ponderação antes da última decisão. O julgar ouvir uma última música que se lembra, dez, quinze, vinte anos antes, quando ser feliz consistia somente em ser-se feliz. Liberte-se do seu pesar – a sua vida nunca mais seria a mesma, de qualquer maneira. Porque só agora começa a perceber o quanto ama as coisas que, julgava até à tarde de hoje, seriam eternas. Uma certeza rápida como um flash acabou com tudo. Premonições que só agora compreende.
“Sinta-se cansado. Enquanto abre a porta do carro e o põe a trabalhar, lembre-se dos tempos em que chegar a casa era a melhor parte do dia. Os miúdos novos, ou quem sabe ainda novo, ela ainda nova, a oferecerem-se um ao outro como presente por uma boa vida a dois. Sentir fagulhas invisíveis nos olhos, à sua frente, desejando ardentemente que sejam lágrimas para poder chorar onde ninguém o veja. Desejar que a viagem de carro de volta seja eterna, ou algo parecido a isso. O motor trabalha. Está demasiado ligado à rotina para fugir. Sinta-se cansado, como eu estou agora. Não por saber que falhei na vida, mas por saber precisamente isso mesmo. Deixei-me cair na armadilha da vida comum quando julgava a minha vida demasiado comum para tal acontecer. Não faz sentido. Parece que trabalho para um proxeneta.
“E por vezes – gostava que ouvisse as melodias como eu as ouço, como eu as sinto,
como quando entro nos bares me sinto parte de um todo tão, tão grande. Tentei libertar-me, como se tenta libertar, mas repare. Está tão cansado. Deseja permanecer uma hora no sinal vermelho que apanhou mal entrou no carro, deixar que a sonolência o invada, a música de embalar pode perfeitamente, ser o motor, a trabalhar, a embalar. Eu sei – já me senti, e sinto-me assim, desejo fugir de mim mesmo, tal como deseja. Sentir a falta dos tempos em que tudo era perfeito, a juventude, os inícios de vida, as últimas aventuras que se tiveram antes de se entrar para a idade adulta – o primeiro mês na primeira casa com a primeira companheira. Eu nunca tive verdadeiramente nenhuma, sabe. Tive-as diferentes, acredite. E o que ouve pode não ser nada – este vício instalou-se já como uma espécie de premonição. Eu percebo-vos, mais do que a mim. Porque foi necessário perceber-vos, para sobreviver-vos.
“Esqueça então as ideias homicidas e as ideias suicidas, e concentre-se agora na única ideia que se forma depois de tudo o que passou nos primeiros sete minutos, querer ser esquecido e esquecer-se para sempre, de tudo, desejar ter Alzheimer para poder voltar a ser criança.
“Esqueça o seu amigo que trabalha ou trabalhou na tropa, esqueça o fácil acesso ao porte de arma, esqueça os filhos, se os tiver. São já crescidos o suficiente para começarem a raciocinar, quem lhes dera poder esquecerem-se de si, também. E daí, talvez comece a pensar que nunca foi verdadeiramente importante para nenhum deles. Mas, por favor, abandone esta ideia por agora. Além disso, quem sabe – talvez esteja a levar uma apitadela por não seguir quando o semáforo ficou verde, lembre-se da sua primeira namorada, como poderia talvez ter sido feliz com ela, quem sabe não terá sido também o seu grande amor. Muito castanha muito banal, bonita antes de ter engordado com o segundo filho. E lembre-se daquela morena que um dia viu passar, morena mas pálida, uma pele clara e pálida, e o cabelo solto em caracóis, a passar pela rua de Coimbra, que nunca mais viu, parecendo-lhe que tinha uma luz interior, e que sonhou com ela ainda durante sete meses seguidos, para depois se tornar, somente, uma lembrança. Pensar no que poderia ter acontecido se –
“ (desculpe eu sei que isto pode parecer um pouco, hm como dizer um pouco impetuoso, mas eu eu vi-a a passar, e gostaria de a conhecer, porque acho que nunca vi ninguém como você em toda a minha vida, por favor, aceite o meu número de telefone, diga-me o seu nome)
“A verdade é que eu nunca tive nada disso. As fantasias e lucubrações sumiram-se quando percebi que não havia lugar no mundo dos sonhos para pessoas como eu, ou melhor, para pessoas que buscavam o que eu buscava – nessa altura, ainda acreditava nisso. Hoje – hoje tive, para perder, mas gostaria de lhe dizer que não vale a pena pensar nisso – porque eu penso nisso muitas vezes e não quer dizer que o possa ter; perceba que não fez o que poderia ter feito, nunca arriscou. A sua vida escoou-se, pensará. Bem. Não lhe direi nada disso, eu também sigo no meu carro, por vezes tenho pena de ser como sou. A culpa persegue-me muito mais do que a si. Garanto-lhe. Houve uma altura – em que eu odiava a maior parte das pessoas, como terá odiado também. Na altura da adolescência, quem sabe, na idade pré adulta, estou quase disposto a acreditar que a sua geração, que a nossa geração, não tenha ainda conhecido a maldade, propiciada pela aceitação fulgurante da liberdade. O que acha? Eu estou disposto a redimir-me, mas não posso. Como não pode também. O passado não se pode mudar. Se desse o tiro na sua mulher que o traiu, e depois em si, ou somente em si ou somente na sua mulher, eu sei, eu simplesmente sei, que não lhe estava a dar um tiro, pelo menos não dentro de si. Repare que estaria a dar, isso sim, o tiro na sua
vida, no seu próprio fracasso, tentaria dinamitar o que tem agora e procurar, de algum modo, começar tudo de novo: é uma jogada desesperada, que nada tem de estúpido, quando se vê as coisas pelo seu prisma. Mas perceba que está velho, mais velho pelo menos. E que o tempo não volta atrás. O tempo – bem, quem me dera que voltasse atrás para mim, não ter gostado das pessoas erradas, não ter feito uma coisa muito estúpida, não ter manchado as minhas mãos para sempre; o tempo não volta atrás, sabe disso, claro. Eu sei. E ainda estou também, a aprender a viver com isso. Preciso de me perdoar, redimir-me, de alguma maneira, mas não posso. Acho que é isso que nos separa, a mim e quem sabe a si. Eu sei o que fiz de mal e sei o que preciso de fazer para me sentir em paz comigo mesmo. Consigo é diferente, consigo – consigo, direi que é mais complicado. Tenta compreender o que fez de mal para perder as oportunidades da vida, e agora, agora sabe que errou, que foi de certa maneira culpa sua, que é também o seu próprio vilão, mas que não fez nada de concreto para tal acontecer. Eu procurei libertar-me. Entre a libertação e estar junto, preferiria obviamente esta última, porque eu sei que, se fizesse, se cometesse ou tentasse cometer a separação, chamar-lhe-ia a última aventura. A derradeira, todo o processo iria agradar-lhe, a
luta, para reerguer de novo a sua vida. É de todo possível que eu tentasse fazer o mesmo também, sabe. Eu… eu acredito que este tipo de escolhas não somos nós que as fazemos. A minha, não foi, tenho a certeza. Foi inexplicável. Incontornável. Agora, eu nunca tive a oportunidade de tentar voltar atrás, pedir para me darem uma nova orientação, para que eu pudesse ter uma vida minimamente normal. Sofri muito, sabe. Penso que acabei, no fim, por fazer a escolha errada. Ou escolhas, sim, as escolhas, ao contrário de si. Teve oportunidade de poder ter sido totalmente feliz, mas eu? Sabe o que é estar neste meio? Não me arrependo do que sou, mas existe tanto ostracismo. Gosto de ser como sou, mas parece-me impossível uma vida completamente normal, sabe. Tenho pena. Tentei sempre ser feliz – e vi tantos morrerem, por dentro ou por fora. Não vou dizer que é impossível não atingir a felicidade assim, não está a perceber. É possível. Mas não acredito, pura e simplesmente, que exista um caminho fácil. Sabe que – bem, a verdade é esta: gostei de uma mulher, uma vez. É verdade, admito-o. Acredite, pode-lhe acontecer o mesmo a si, mas ao contrário, garanto-lhe que é possível. Sabe que gostei mesmo um dia, de uma mulher. Ela fez-me gostar de ser como sou, acredite que já não queria ser eu. Eu… sinto, sabe que sinto a falta dela, sabe. Sinto mesmo muito a falta dela. Foi-se embora, sabe. A vida dela não resultava aqui. Eu não resultava para ela, ou talvez o contrário. Nunca fui um homem especial, percebe? Talvez tenha tido medo, talvez terei feito o que fiz… um dia, por raiva, por raiva de mim, por raiva deles, de todos eles. Perceba que a culpa foi inteiramente minha. Mas perceba que sempre fora difícil para mim descobrir o lado feliz, sem ser sórdido, da realidade. A verdade é que somos sempre diferentes e isso é impossível negar. Ou talvez eu seja apenas um pouco mais triste e frustrado do que os outros, apesar de achar que venci no que me pediram. Mas nunca, ouça, nunca. Nunca me consegui vencer, aceitar-me e gostar do que sou. Nunca. E tenho pena.
“Percebe porque é que eu me sinto assim em relação, a si? Vá lá, em relação a mim? Eu amava-a. E perdi-a. E voltei a ter raiva de tudo. Olhe, esqueça, tente compreender o que lhe digo. Tente… tente perceber. Eu falo e não me ouve, ou talvez fale para mim mesmo na esperança que ouça. Perceba o que lhe digo, enquanto agora o trânsito já desapareceu e o carro já faz suavemente os quilómetros. Perceba. Perceba que, sim senhor, tudo bem, falha na vida, e não existe redenção possível. Que um dia, ao sair do trabalho, a ver o céu estranhamente castanho, e os prédios mais obsidianos, percebe que falhou. Falhou na vida,
não gosta minimamente do seu trabalho; que a sua mulher diverte-se bem mais do que se diverte, e que as probabilidades de ter um, ou mais, amantes, nem lhe chamará isso talvez, sejam mais do que muitas. Perceba que não tem músculos para desfazer a cara a alguém, a pistola para rebentar quem quer que seja, a imaginação para suicidar-se em grande estilo. Que as suas cores do seu fato são mortiças. Que o seu ou seus filhos, pura e simplesmente, não são lá muito inteligentes e que o que fazem, apenas, é exigir, é exigir, é exigir e sair à noite, nada mais. E que os seus amigos nem lhe ligam muito, sempre foi o caso contrário. Perceba, então, que falhou porque foi um imbecil. Perceba que existiu mérito naquilo que ganhou. Perceba que está a ter uma ideia pessimista da vida, um dia comeu aquela loira durante dois meses até acabar tudo e voltar à sua vida de casado. Perceba que é uma estatística. Como eu. Perceba que a sua vida é boa. Apesar de sentir, hoje – esta tarde – que falhou na vida, que está velho, que tudo lhe passou pelos olhos (vinte e sete anos, meu Deus) como um borrão de tonalidades amarelas.
“Eu – é diferente. Percebe? Eu nunca escolhi a vida que teria, mais ao menos, de fazer. E que talvez, quem sabe sei lá, a vida dá tantas voltas, me lixe a sério nos próximos anos. Porque eu tenho a minha cruz, sei lá chame-lhe o que quiser, e tenho de aguentar a minha vida assim, vive-la. Saber que nunca será normal como a dos outros – como a sua, tão banal e que poderia ter sido feliz na sua banalidade.
“Perceba isso. Perceba que estou a tentar expiar a minha culpa, falando consigo. Que o invejo. Que invejo a sua capacidade de libertação. Que não me está a ouvir e que não exista de facto. Perceba que me tento…
“ Manter são.
- Cheguei ao bar cedo demais.

2 Comments:
postado por mim, João. sinceramente estou um pouco desiludido por não terem acusado o toque da minha pequena provocação... mas não há probelma absolutamente algum, vocês estão aqui para ler o que acharem bom, não são obrigados a escrever nada, as opiniões são vossas e de mais ninguém. lamento este post ser tão grande... mas já estava feito, e eu ando preguiçoso.
lamento por tudo. um obrigado ao Pedro, Carolina, Ana, Vânia, Ricardo, Sara, que lê mas nunca comenta, Rodolfo, Fatito, Paula, que mesmo assim comenta, Filipa, que lê mas também raramente comenta, Cristina (ela de facto chorou de emoção, a nossa escrita consegue coisas sublimes) e Renata, que escreve, juntamente com a Vânia, dos mais deliciosos comments que eu e o Pedro podemos ler. finalmente, a todos os que passam por aqui invisìveis, gostariamos que dessem a "cara" com comentários pontuais, é sempre bom sabermos que este blog chega a tantas pessoas, muito - muito obrigado.
espero não me ter esquecido de ninguém. mas, se o fiz, perdoem-me... a minha cabeça anda uma merda nestes dias, e as incríveis e horríveis notícias que tenho recebido não ajudam nada.
obrigado.
"...Existe tanto ostracismo..." Já te disse isto João mas repito-o: aquela sensação de termos as coisas à nossa frente e ñ repararmos nelas até alguém lhes ter "tocado" e aí sim, chamar a nossa atenção...
Tu realmente és uma personalidade extrema... no sentido mais extremo da "raridade"...
Adorei! Um beijo Cristina
(a miúda k tu pões a chorar com facilidade!) ;p
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