sexta-feira, dezembro 10, 2004

resposta breve a um post de um gajo que quer que eu lhe meta o punho no cu.

Recebi hoje no blog que vos deixei há uns dias, um novo poema dedicado a mim. Olha que porra… sou importante. O projecto deste blog está a ficar demais, de facto. O Pedro penso que escreveu qualquer coisa também, ele depois posta aqui. Deixo este comment aqui porque o sitio pós comments do nosso caro Ruben não tem parágrafos; as estrofes ficam assim, então, obviamente, fodidas. Fui politicamente correcto, entre um cd que estava a ouvir bem calmo por acaso, e conversas entre pessoas no msn, por isso demorei mais tempo a escrevê-lo. Para verem o blog que o miúdo me deixou, vão a http://lts.blogs.sapo.pt/


Caro ank, se é que te poderei chamar Ruben
As únicas batalhas em que participei
Rasgaram-me o corpo de mil cores como ventos ciclónicos
Batalhas em que perdi e amei
A própria derrota que vi pelos olhos cónicos
E cansados ardendo em fogo lento tão delicioso
Não direi que mereces uma resposta à altura
Por isso repara, uso o teu estilo, que me é contra-natura
Quanto ao resto pouco mais poderei dizer
Tenho plena consciência de que o web surfer se sabe defender
É meu amigo, claro
mas tu ao pé dele não vales mesmo a ponta de um charro.
é engraçado: dizes que poesia como a tua eu não sei fazer
e que a minha está datada; pergunto-me se terás conhecimentos de poesia
a sério; não te custava nada a aprender
e a engolires talvez um pouco a ousadia
de te considerares o melhor nesta arte tão ampla e criativa.
O resto são insultos vazios
Acredita que arranjaria reposta e também formas de te humilhar para cada boca
E cada rasgo de tremor frio
Que tiveste quando num mail pessoal me vieste pedir tréguas
com palavras ocas
não embarcando com lógica num espírito combativo
mas é óbvio que o orgulho, o maior assassino humano, te atingiu
a mim também, um pouco, mas somente no sentido de te mostrar
que eu não sou como o que bateu e depois fugiu
gostei da tua crítica negativa
tu certamente mereceste a minha
mas só devido ao facto de a achar tal coisa
;mas não ma deste, é engraçado; dás-ma agora
para talvez os teus amigos verem
e talvez erroneamente perceberem
o miúdo infantil que és quando chega a hora.
Não és grande; és somente um miúdo assustado
Que se sente sozinho nos ecos dos momentos em que pára para pensar
O desespero dos teus pensamentos é encoberto pelo sarcasmo
Mas, é óbvio, não será alguém como eu, “poeta” desterrado
Que te fará admitir isso.
Batalhas? Que batalhas? Brandes o teu punho no ar, proclamando a tua vitória
Mas não é comigo que lutas, é contigo mesmo
E com a tua dúvida clamorosa
Que te aperta o peito
Qual é não sei
Mas como sempre te disse
Nem sequer me interessa se amanhã já não existes.
Continuo a pensar que faço metade, do que tu fazes
Pelo menos em poesia e prosa, as minhas têm de certo raízes
Mas não tenho nada publicado, nunca ganhei um prémio
Duvido muito que tu tenhas alguns recebido
Quanto ao teu livro
Dá-me o nome para eu o comprar e ler atentamente
Pode ser que quem sabe, eu ao contrário de ti tenha a humildade suficiente
Para talvez aprender algo
Quanto mais que não seja a fechá-lo
Prematuramente.
Há, e… nunca vi o 8mile, e não curto eminem
Prefiro o caos de outras bandas que afirmo-te, não têm nada de zen
Não quero fazer nada contra um puto que não quer saber
Mas pensa que tipo de pessoa te tornarias se de facto quisesses
Bocejo em relação a isso, ri-me com alguns insultos teus
Não é sequer uma questão de se, ou não, os merecesses
Apenas insultos.
Vultos
De raiva disfarçada de risos mudos
De um puto
Que não sabe aceitar uma crítica negativa…um ditador
Se tivesses um dia essa chance na vida.
Tou-me a cagar para os teus erros
Se não os desses diriam talvez que eras menos lerdo
Dás os que quiseres desde que não seja eu
E em relação à arte da riam, como podes saber?
Já a pratiquei,
Já a emulei pelo simples prazer de a fazer
E nunca a viste;
logo as tuas críticas são tristes
Mas soube voar mais alto
Para ti, mais baixo
São opiniões, claro
Mas ela deixou de me dizer tudo o que tinha para me dizer
Para poder procurar-me gritando de forma mais clara a um mundo mais áspero.
Para finalizar…
(não porque não tenha argumentos para te foder,
mas porque descer ao teu nível não me dá nenhum prazer)
não tenho nenhum complexo de inferioridade
quando chegares à minha idade, e tiveres a obra que possuo
e ser considerado pela minha editora um trunfo
espero que olhes para as tuas batalhas
livros
prémios e algum falso prestígio
e te sintas pequeno
não em relação a mim, amigo
mas a ti mesmo.
Porque aí, talvez tenhas crescido.



Em relação à minha dica em inglês…

“we are always in the gutter but some of us are looking at the stars”
Oscar Wilde.
Poderás considerer-te tu, ahnk, um desses delizardos (ou, quem sabe, amaldiçoados?



Se quiseres uma resposta em prosa, terei todo o prazer em te cilindrar.



Pessoal, comentem. Gostaria de ouvir a vossa opinião. Mas não sejam como o web surfer (Nuno para quem não sabe, um amigo meu que não vejo há um ano, e que deixou o comment no post dele sem eu saber de nada. E falo a sério aqui. Nem sabia que ele tinha deixado lá um.)

3 Comments:

At 10 de dezembro de 2004 às 22:59, Anonymous Anónimo said...

O meu nome é Zaida, sou professora de português, e vejo que tens muito jeito e tens futuro na poesia, mas só te pergunto isto:
Se ele é assim porque lhe hàs-de responder?

 
At 12 de dezembro de 2004 às 13:10, Anonymous Anónimo said...

quanto ao título... podes meter o teu punho no meu cu também? hihhi
óh joão tá muito bem (li linha sim, linha não) mas acho q esse teu amigo é um corno (adoro dizer isto)
e tu tens jeito para poesia e o camandro... escrebes marabilhózamente homme. :D

ps: querotiróci

sapa :D * *

 
At 12 de dezembro de 2004 às 23:21, Anonymous Anónimo said...

ta engraçoso mas perto do ankh és um amador... as rimas sao um pouco fracas e os argumentos até tao bem organizados até t pores a disparar akelas tretas da incerteza de cada um k são muito dispensavéis e tambem k tens argumentos k não usas, muito triste e falha bastante....mas não está mau.....luis

 

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